Esperança – A menina do bairro com alma de sol
A Esperança tem a idade que a vida lhe tem dado, um rosto que nos mostra o mundo, um sorriso largo e um brilho nos olhos, que guardam a sabedoria e a ternura de muitas outras vidas.
É uma jovem pequena, com um corpo moldado pelo ritmo da vida: é ágil e doce, e quando caminha parece que dança. Veste-se com simplicidade, e adora combinar roupas que já foram de outros, com pequenos toques de criatividade, que tornam cada conjunto único.
Nasceu numa casa pequena, num bairro onde os dias começam cedo e terminam tarde. Cresceu entre tachos com cheiro a louro e açafrão, paredes que tudo ouvem, e ruas que ensinam tanto como a escola.
Desde cedo percebeu que a vida não é feita só de brincadeiras, mas, ainda assim, nunca perdeu o jeito para sorrir. Aprendeu que a tristeza e a força podem andar de mãos dadas. Na escola, mas também na vida, quis saber o porquê das coisas, e entender o mundo para o poder melhorar.
É solidária…aprendeu a fazer curativos com uma enfermeira vizinha e, desde então, também cuida dos pequenos acidentes do bairro: arranhões, cortes, e corações partidos.
Estuda à noite e sonha acordada. Crê na beleza da vida. Gosta de conhecer os vários lados do mundo, e está atenta aos novos desafios, da tecnologia e da inteligência artificial. Acredita numa comunidade multicultural, unida num abraço largo.
Sabe que a paz é necessária, para tudo fazer sentido.
A Esperança não é uma boneca qualquer. É feita de cerâmica, e a saia de tecido. Mas também é feita de sonhos, de coragem, e de uma fé inabalável na bondade humana.
“Tu és feita de luz, menina”, dizem-lhe. Esperança, tímida, sorri com os elogios e responde: “Sou feita daquilo que recebi. E daquilo que me faltou.”
Alexandra Dique
Alexandra Dique, “A Gaiata”, é a criadora da Esperança. Uma boneca de cerâmica, com a saia em tecido, que homenageia todas as pessoas que vivem na área metropolitana de Lisboa.
A boneca, com cerca de 36 cm de altura, criada pela estilista de Cantanhede, é única e inclusiva, com diferentes rostos, cores de cabelo e camisolas, reflexo da multiculturalidade da região.
A saia e pregadeira têm a marca do programa Comunidades em Ação, que foi construída, de uma forma concêntrica, com base nos seus sete eixos de intervenção (ambiente, cultura, cidadania, educação, emprego, saúde e social).
Os eixos, construídos por esferas, com diferentes cores e dimensões, representam a interação que existe entre a Área Metropolitana de Lisboa, os seus 18 municípios, os parceiros envolvidos e as próprias comunidades suas comunidades.


















































































































































