AML apresentou livro “histórias de esperança” sobre as comunidades desfavorecidas da região
O livro histórias de esperança foi hoje apresentado na sala Metropolitana, perante cerca de 100 convidados, maioritariamente técnicos e dirigentes dos 18 municípios da área metropolitana de Lisboa.
Estiveram também presentes Carlos Humberto de Carvalho, primeiro-secretário da AML, Pedro Dominguinhos, presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência, Conceição Carvalho, da Estrutura de Missão “Recuperar Portugal”, Liliana Faustino, vereadora da Câmara Municipal de Mafra, e Catarina Carvalho, fundadora e diretora do jornal digital “Mensagem de Lisboa”.
A publicação reúne 31 histórias de resiliência e superação, protagonizadas por pessoas cuja vida foi impactada pelo programa, financiado pelo PRR, “Comunidades em Ação”, dirigido às comunidades desfavorecidas que habitam nesta região.
É um mapa de solidariedade, que, em 130 páginas, cria pontes, tece laços e partilha sorrisos e saberes.
As histórias são o resultado de cerca de três meses de trabalho de uma equipa de reportagem – composta pela jornalista Maíra Streit e pelo fotógrafo Lucas Lima – que percorreu os territórios da área metropolitana de Lisboa com um olhar mais atento a comunidades que se reinventam “em versões mais luminosas, com esperanças renovadas e forças interiores, que transformam perceções em afirmações”, como referiu Carlos Humberto de Carvalho.
O livro, apresentado por Catarina Carvalho, conta uma história por cada operação integrada local, onde se semeia esperança e onde se mostra a alma das pessoas que fazem da área metropolitana de Lisboa uma região profundamente humana, de todos para todos.
É, nas palavras da sua autora, uma publicação que “valoriza as vozes que ecoam nas escolas, nos centros comunitários, nas praças, nos parques e nos teatros e que, embora tenham tanto a dizer, raramente chegam aos jornais, porque não cabem na pressa das notícias”.
A publicação do livro, e a criação da boneca Esperança (feita de cerâmica, mas também de sonhos, de coragem e de uma fé inabalável na bondade humana) são dois elementos que transformam dados e relatos numa narrativa viva, reforçando a identidade do projeto e valorizando o conhecimento, a experiência e a dignidade das comunidades que lhe deram forma.
Refira-se ainda que na génese deste projeto esteve a realização de um workshop sobre comunicação local construtiva na AML, essencial para a capacitação dos técnicos de comunicação dos municípios para a sua participação no processo de recolha e construção dos testemunhos.
O livro, com uma tiragem de 1500 exemplares, está disponível gratuitamente online (aqui).
Programa Comunidades em Ação
O investimento em Operações Integradas em Comunidades Desfavorecidas – programa Comunidades em Ação – é um dos grandes investimentos realizados na Área Metropolitana de Lisboa nos últimos anos.
A primeira cimeira das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto – realizada em março de 2018 – e a estratégia AML 2030 – promovida em 2020 conjuntamente pela AML e CCDR-LVT – já apontavam a inclusão social e a regeneração socio-territorial de comunidades urbanas como desafios e prioridades regionais de intervenção para a década.
O programa “Comunidades em Ação”, selecionado no âmbito das respostas sociais do Plano de Recuperação e Resiliência, atua precisamente sobre fatores de exclusão social que afetam territórios e comunidades com vulnerabilidades económicas e sociais na área metropolitana de Lisboa, e está a ser concretizado através de seis intervenções intermunicipais, compostas por 31 operações locais.
Com este plano espera-se mitigar as situações de vulnerabilidade que ao longo de anos vem permanecendo e os efeitos nefastos das mais recentes crises sociais, e tornar estas comunidades mais resilientes, promovendo o emprego e a qualificação, combatendo o insucesso e o abandono escolar, empoderando as comunidades excluídas, fortalecendo redes e parcerias, estimulando a inovação e o empreendedorismo, regenerando o ambiente urbano e o espaço público, facilitando o acesso à cultura, fomentando o envelhecimento ativo e saudável e combatendo a discriminação.
Estão envolvidos cerca de 250 parceiros em 650 projetos, com mais de 350.000 beneficiários. Os números demonstram que que já se fez muito – ainda que insuficiente – em prol da coesão social e territorial da área metropolitana de Lisboa. Contribui-se para combater bolsas de pobreza, e capacitar territórios e pessoas que neles vivem, em diálogo com todos.















































































































































